quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Superstições sobre você.

"Eu nunca acreditara em conexões, muito menos em destino. Nunca segui superstições, nunca rezara e pedira nada para os deuses. Nunca fiz rituais ou oferenda para os santos. Mas também nunca me contentara com o espaço em vazio que se abrira em meu peito. Mas desde o momento em que te vi, eu soube. Não tinha mais volta. Agora não adiantava eu checar meu horóscopo o tempo todo, pedir perdão aos deuses ou favores aos santos. Porque você já estava dentro. Você já arrombara a porta, nem adiantou tranca-la. Nem adiantou me esconder ou tentar fugir. Você me achou. Ou melhor, eu achei você. Então eu fechei a escada e subi a porta. Tirei meus poemas e recitei minhas roupas. Assisti minha comida e devorei minha televisão. Apaguei minha cama e deitei-me sobre a luz. Fechei minhas músicas e ouvi meus olhos. Tudo isso porque você me notou. E por mais assustadora que me parecera a ideia de te-lo por perto, nada no mundo me acalmara mais que poder olhar no fundo da tua alma e sentir minhas pernas bambearem, minha voz sumir, meus pés flutuarem e meu coração pulsar mais rápido. Não sei o que acontecera em minha outra vida. Mas se não te fiz ficar na outra, com certeza, vou te fazer ficar nesta."
— Palavras da Lua

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