"Eu, louca e dissimulada, te prendia em uma gaiola feito pássaro. Queria que fosses somente meu, que batesses suas asas somente em minha direção, que cantasses somente em meus ouvidos, contudo, eu me prendi junto a ti nesta gaiola. Eu havia esquecido como era bom voar, ser livre, e cantar solta por aí. Esqueci como era bom sair desta rotina, sair deste “amor”, que por mais sincero e honesto, não era recíproco. Porém, se eu saísse por aí voando, sem rumo algum, não saberia me virar, eu ainda dependo, infelizmente, das suas asas para voar. E por mais que eu tenha muitos motivos para partir, sei que sem você eu não iria conseguir. Por isso eu peço, imploro, repito e suplico, me prenda em tuas asas, me jogue em sua gaiola, e por mais que eu reclame, não me deixes partir. Por que, do que adiantaria toda essa liberdade, se saudade ainda existir?”
— Palavras da Lua
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